Seu amor pode estar do seu lado – de verdade!

Depois de mais de um ano sem escrever (gente, como o tempo voa), voltei!

E justifico: muita coisa aconteceu.

Nesse post aqui, falei que estava bem envolvida em um relacionamento que parecia saudável e promissor. Pois então, casei! ❤

Concluí a dissertação de mestrado, compramos e reformamos nosso apartamento, casamos, iniciei outra especialização… Não é de estranhar que não tenha tido muito tempo para colocar meus pensamentos em ordem – o que é, na verdade, um dos meus principais objetivos quando escrevo.

Simplesmente, fui vivendo.

Isso foi possível porque passei alguns anos em processo de autoconhecimento, o que me permitiu às vezes dar um passo para trás e observar o que estava acontecendo em minha vida como um livro ou um filme onde já conhecemos muito bem a protagonista…

Às vezes a protagonista (eu) estava prestes a fazer bobagem, e a roteirista (também eu) conseguia corrigir o rumo… Outras vezes, o erro acabava acontecendo, e tive que lidar com as consequências com serenidade.

Se pudesse resumir tudo o que aprendi nesses últimos dois anos, usaria dois clichês – afinal, nem sempre clichês são ruins:

  • Conhece-te a ti mesmo.
  • Seu amor pode estar do seu lado – de verdade!

Conversaremos mais sobre isso em breve – de verdade, dessa vez. 😉

Até mais!

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Da necessidade de “reprogramar” o cérebro

Depois de quase um ano em que muita coisa mudou, volto a escrever aqui… Boa parte do meu tempo livre foi direcionada para a minha dissertação de mestrado e para o cultivo de um novo (e espero que eterno!) relacionamento.

Então, de escrever eu parei, mas de ler… jamais! E durante esse tempo, o Universo insistiu muito em um tema: o poder que existe nas nossas mentes e a necessidade de usá-lo com sabedoria. Diferentes fontes, que chegaram a mim por “lados” diferentes, acabaram abordando o mesmo assunto: Napoleon Hill, Eckhart Tolle e Geraldo Rufino.

Napoleon Hill é sensacional. Recomendo muito fortemente a leitura de “A lei do triunfo”, que garantiu seu lugar no meu cantinho de “Livros Fundamentais”. Apesar de o título ser meio brega, o conteúdo é genial. Basicamente (porque o livro certamente merece um post à parte), o autor discorre sobre as principais características das pessoas bem-sucedidas, compiladas a partir de anos de entrevistas realizadas por ele com vultos como Henry Ford e Thomas Edison, entre outros. O autor fala muito sobre a importância de colocarmos coisas positivas e úteis em nossas mentes, e em dirigirmos nossos pensamentos para nossos objetivos. Enfim, fala muito sobre autossugestão, mas de uma maneira muito interessante.

Em outro momento, assisti a um estudo de caso sobre a vida de Geraldo Rufino na plataforma MeuSucesso.com. A figura e a “filosofia” do Geraldo Rufino são lindas e geniais em sua simplicidade. Anotei no meu livrinho de orientações para a vida o que ele falou que é necessário para a felicidade: casa própria (coincidindo com o Décio Basin, ídolo absoluto!), nome limpo, uma “condução” e boa alimentação. Ele também fala diversas vezes sobre o poder do pensamento, a ponto de escrever “Pense positivo” na fachada de sua empresa… Anotei também a orientação sobre a “disciplina com carinho”, e pretendo usá-la com os filhos que porventura vier a ter. 😉

Sobre o Eckhart Tolle e “O Poder do Agora”, ainda não me sinto pronta para escrever… Cheguei a ele após ler o “O que eu sei de verdade”, da Oprah Winfrey, e seu conteúdo “espiritual” é bem mais denso… Lembrou um pouco um livro que li quando era evangélica, da Joyce Meyer, que se chamava “O Campo de Batalha da Mente”, e me parece que a idéia central era a mesma, apesar de a construção dos argumentos ser bem diferente.

Ora, se pessoas de vários meios, formações e crenças utilizam e ensinam esse mesmo princípio, então é muito provável que ele seja verdadeiro. Resta aprender a praticar…

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Da necessidade imperiosa de um canal de clássicos para o SBT!

Hoje estava assistindo o Programa do Ratinho, e ele entrevistava Rita Cadillac. Em algum momento eles começaram a falar do mestre Bolinha, e passaram trechos de um show da Rita, comandado pelo Bolinha, no Ilha Porchat.

Isso me deu uma saudade da infância… Fui procurar vídeos antigos: Azulão, ET e Rodolfo, DNA… Show de Calouros, Topa Tudo por Dinheiro, Domingo no Parque, Banheira do Gugu… Coquetel, Comando da Madrugada, Tentação, Porta da Esperança, Alô Christina.

A Usurpadora, Ambição, Maria do Bairro, Marimar, Maria Mercedes, Coração Selvagem, Amor Real, Carrossel, Chispita, Chiquititas, Éramos Seis, Sangue do meu Sangue, As Pupilas do Senhor Reitor…

Cavalo de Fogo, Punky a Levada da Breca, Ursinhos Carinhosos, A Hora do Capeta, Mara Maravilha, Bozo!

Por favor, Sílvio Santos! O SBT precisa de sua versão para o Canal Viva já! E se precisar de uma diretora de programação, é só chamar!

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De Adrian Lucero e Graziela Álvares Real

Quem não assistiu “Esmeralda”, NÃO LEIA! Spoilers fortes!

Adoro amores trágicos! Já falei muito sobre Manuela Ferreira (“a noiva de Garibaldi”), Adèle Hugo e D. Leopoldina (apaixonada por D. Pedro I e, mais do que tudo, pelo dever), minhas personagens históricas trágicas preferidas.

Mas não apenas na “vida real’ os amores infelizes me enlouquecem. Na dramaturgia também! E um dos meus casais trágicos preferidos está de volta, por obra e graça do Rei, do muso, do mito Sílvio Santos, no meu adorado SBT! Adrian Lucero e Graziela Álvares Real, de Esmeralda.

Bom, Esmeralda é a única novela em que a versão brasileira me agrada mais que a mexicana. O Adrian do Daniel Andrade é infinitamente mais lindo, verossímil e fofo que o do Alejandro Ruiz (apesar de o Alejandro superar Daniel no quesito “virilidade” com folga). As Grazielas, para mim, se equivalem, apesar de a Karina Barum ser menos dramática que a Nora Salinas.

Não tem nada de diferente nessa trama que justifique meu amor pelo casal: é a velha história de pessoas de classes diferentes que se amam. Adrian é só um peão, Graziela é dominada pela mãe falida (e que espera que ela case com um homem rico)…

Como diz Joaquin Sabina “el amor cuando no muere mata”, e Graziela morre… De tristeza, de amor, de sonhos não realizados… é lindo! Todo o romancinho deles é lindo também e, sem nenhuma dúvida, um dos motivos para eu amar tanto esse casal é a trilha sonora bobinha e fofa: “Sem Você”, do Rouge… “E agora não deixo de sentir, sem você nem posso respirar… não quero viver se não está aqui comigo… eu não posso ser feliz…”

 

Ah, é amor demais. Mais uma vez: obrigada, Sílvio Santos! Quando meu mundo está bagunçado e tristinho, você sabe me fazer feliz. 🙂

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De Tolstoi

Depois de algum tempo afastada dos russos, voltei à carga com Ana Kariênina. Minha irmã, que havia pegado o livro com uma amiga, tentou me dissuadir de ler, com receio de que eu pulasse pela janela de casa. Após jurar que não me mataria, comecei a leitura.

A história da Ana não me provocou grandes emoções, assim como a de Emma Bovary. Mais uma mulher que não tinha muito o quê fazer e que tinha o desejo de experimentar um amor idealizado, intenso e irreal. Terminei a leitura sem uma opinião formada sobre o Conde Vronski, e penso que talvez Tolstoi tenha construído o personagem para ser isso mesmo: um homem absolutamente comum, sem heroísmo nem vilania.

Mas um personagem ganhou meu coração como poucos na vida: Konstantin Liêvin. Na realidade, ele tem tanto espaço no livro quanto ela, apesar de interagirem apenas uma vez na história, se não me falha a memória.

É ele que Tolstoi usa para fazer as melhores reflexões sobre História, organização da sociedade russa e, principalmente, o sentido da vida. A evolução do personagem na história é surpreendente; ele começa apenas um capiau apaixonado, e vai ganhando uma profundidade que só os mestres da literatura conseguem dar a suas criaturas. Ainda estou tão apaixonada por ele que não consigo colocar em palavras o que ele provocou; apenas desejo que ele fosse de verdade e casasse comigo. Simples assim.

Tolstoi me instigou em tal nível que comprei, no mesmo dia em que terminei Ana Kariênina, “A morte de Ivan Ilitch”. O livro é curtinho, mas faz a cabeça explodir. Recomendo MUITO, a não ser para quem prefira viver sem pensar a vida.

Agora estou lendo uma biografia de Tolstoi, e ele foi um homem efetivamente notável, muito além da sua obra literária. Será que disputará com Victor Hugo um lugar no meu coração? Não tem problema, cabem todos!

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De quando a Bíblia e Calamaro dizem o mesmo

Hoje a depressão bateu forte por aqui. Foi um dia muito pesado em termos de trabalho, onde mais uma vez fui confrontada com a sujeira que infecta a administração pública, tomada por políticos que não querem nada além de garantir seus interesses… Também me senti extremamente sozinha, com uma ressaca tardia da última histórica psicótica que vivi.

Sobre essa história escrevi pouco, porque ela me tomava muito tempo e energia. Era como se eu vivesse em um sonho. Mas bem no fundo, algo ali não me parecia certo, como de fato não estava. Tudo o que eu achava que era amor era, na verdade, o reflexo do desejo dele de parecer grandioso e intenso aos próprios olhos. Eu, como uma pessoinha sem anticorpos, não soube me defender desse psicopata emocional, e me deixei levar. E o tombo foi feio.

Eis que durante essa depressão, me veio o pensamento que tanto a Bíblia quanto o rock argentino falam o mesmo sobre a cautela com sentimentos. A Bíblia em Provérbios 4.23, que diz que “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. E o muso Andrés Calamaro, em “Colegio de Animales”, diz que “No me importa perder el tiempo, no quiero perder la inocencia”.

Em essência, são o mesmo. Que temos que cuidar de nossos sentimentos, ter cautela ao abrir as portas do nosso coração. Na verdade, ele é quem controla nosso bem-estar, nosso ânimo de vida. Então, calma. Ainda que as coisas andem devagar.

Porque a inocência perdida não se pode recuperar.

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Da espera por Garibaldi

Já contei aqui o quanto o platonismo amoroso ferrou com meu emocional durante anos… Acho que isso eu superei. Nos últimos anos, porém, outra tendência tem prejudicado minhas tentativas de viver como uma pessoa normal: a espera por Garibaldi.

Já escrevi em algum lugar que Garibaldi, para mim, é um dos 03 maiores homens que pisaram esse planeta. Um herói completo. A mulher que ele escolheu para dividir sua vida era uma igual (sorry, Manuela). Lutaram juntos pela liberdade, pela “causa dos povos”, andaram o mundo. O amor não era só de corpo e alma; era de espíritos com propósitos, de valores, de sonhos…

Mas quais as chances de isso acontecer? Principalmente hoje, em que todo mundo (ou quase) está mais preocupado em garantir “o seu”. Quais as chances de que alguém queira arriscar seu conforto físico, mental ou social para lutar por uma causa maior, como eu sinceramente quero? Queria ser a Anita de um Garibaldi moderno!

Agora multipliquem isso pelas chances de encontrar um amor “normal”, que já andam baixas… Chegaremos a um valor próximo de zero.

Como lidar? Desistir?

Penso que ainda não estou pronta pra isso.

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