Da Escravidão – Parte 1

Uma das grandes dívidas literárias que tenho é “A cabana do Pai Tomás”. Toda vez que vejo alguma menção a esse livro prometo a mim mesma que “agora vai”. Até agora ficou na intenção, mas não posso deixar de ler um livro que supostamente sensibilizou tantas pessoas à época sobre o absurdo da escravidão.

É um exercício mental complicadíssimo tentar voltar no tempo e entender como pensavam as pessoas naquela época, porque eu estaria do lado escravizado. É difícil tentar deixar de lado todas as ferramentas que adquiri até hoje e tentar me colocar em um momento histórico onde era socialmente aceitável comprar uma pessoa (e ser comprado por alguém). E sob alguns aspectos penso que os próprios escravos pensavam que isso era o normal da sociedade, tanto que essa instituição durou séculos no Ocidente e continua em outros locais (e por aqui também, por vias tortas).

Mas o que mais me deixa aturdida é pensar que, na época das campanhas abolicionistas, tentou-se apelar para a “caridade” dos homens brancos, para os valores cristãos, blablabla. Posso estar errada, mas tudo o que li até hoje me fez pensar que a abolição foi mais um ato de bondade do que de justiça, e que talvez no fundo esse sentimento em relação ao negro permaneça até hoje…

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A prática do ócio livre era o ideal de vários filósofos antigos. Onde nossas reflexões nos levarão?
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