Da utilidade de um “Manual da Vida Civil”

Ser adulto às vezes é esmagador. São muitas responsabilidades e em vários “ramos do conhecimento”. Para ser um “bom adulto” se deve entender um pouco de psicologia, etiqueta, finanças, cultura geral, matemática básica, mecânica, culinária e geografia, além das habilidades específicas da profissão que escolhemos. Mas, além disso, temos que conhecer muitas coisas relacionadas a aspectos práticos das leis vigentes, o que me parece o mais complexo de alcançar.

Explico. Estava conversando com minha mãe sobre comprar um imóvel. Pensava que, quando a hora chegasse, bastaria que eu fosse a uma imobiliária e procurasse um corretor, que se encarregaria do assunto. Mas não é bem assim. Tem que ver se quem vende tem condições de passar a escritura, se o imóvel não foi construído em terreno alienado, e várias outras coisas que mamãe falou e já esqueci… Um monte de aspectos que não impediriam a compra do imóvel naquele momento mas que poderiam causar problemas futuros, e que evidentemente o corretor não tem o menor interesse em apontar.

Até para alugar um imóvel tem uma série de chatices… Autenticar cópias de documentos pessoais, imposto de renda e contracheques, emitir matrículas de imóveis para o fiador, preencher fichas, reconhecer firmas… ô, chatice!

Temos formalidades para comprar um carro, para vender nosso carro (temos que nos certificar da formalização da transferência do carro, para que eventuais multas não caiam no nosso nome). Para desocupar um imóvel alugado: desligar conta de luz, de água, entrega de chaves, vistoria… Isso sem falar na burocracia envolvida após a morte de alguém… É phoda.

Por isso seria muito útil que alguém escrevesse um “Manual da Vida Civil”. Se não como um livro impresso, já que as leis mudam muito depressa, ao menos um site onde pudéssemos encontrar os aspectos relacionados às formalidades que regem a organização da nossa sociedade. Existem muitas leis e, infelizmente, muita gente querendo levar vantagem sobre os demais. Só o conhecimento pode nos proteger…

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A prática do ócio livre era o ideal de vários filósofos antigos. Onde nossas reflexões nos levarão?
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