Da tentação da erudição

A busca da erudição como um fim em si mesmo é muito tentadora… Principalmente para mim, desprovida de beleza e com uma certa dificuldade de relacionamento com o sexo oposto, é sempre tentador ler e estudar com aquele desejo de um dia poder mostrar à sociedade como sou culta, e que minha vida árida e vazia não é tão perdida assim.

Lendo “Casa grande & Senzala”, comecei a me desesperar com a certeza de que não seria capaz de guardar todas as informações que ali estavam, chegando a perder de vista o real objetivo da busca de conhecimento, que é simplesmente adquirir ferramentas para ter uma vida mais bacana.

Mas quando penso que estou quase caindo na tentação da erudição, o destino bate à minha porta e apresenta o novo dono do meu coração, pelo menos durante o Carnaval: Dr Rey. Ou Robert Rey, MD.

Anos assistindo “deniá” no Ratinho, vendo novelas mexicanas, Márcia, Leão, Alborghetti, A Fazenda e outras bizarrices não foram suficientes para me preparar para a magnitude desse momento. Minha cabeça explodiu diversas vezes em duas noites passadas na companhia desse homem tão notável.

Como esperar que em uma noite boring de Carnaval em casa eu ligaria a televisão e veria um médico tirar do bolso uma prótese de testículo? Ou que ele faria uma subcelebridade abrir a boca pra mostrar onde ele colocaria uma prótese de queixo? E perguntaria pra mesma subcelebridade, após apertar as gordurinhas dela e ver que não tinha nada, se ela está menstruando normalmente? Quem abriria um amuleto no seu colar e mostraria onde esconde o “pó”? Quem falaria na TV sobre cirurgia plástica de reconstituição de suicidas mal sucedidos? Ele, o Dr Rey.

Meu delírio foi tamanho que pedi às forças que regem o Universo que trouxessem o falecido Bolinha de volta do outro lado e colocassem os dois juntos, trollando mulheres e travecos.

Enfim, uma palavra define: MÍTICO.

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A prática do ócio livre era o ideal de vários filósofos antigos. Onde nossas reflexões nos levarão?
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