De Alain de Botton – parte 1

Um dos eventos que mudou meu jeito de pensar foi a entrada de Alain de Botton na minha vida. A fotinho dele está aí em cima, no mosaico daqueles que contribuíram para a minha formação, junto com Ratinho, Fito Paez e outros filósofos da mesma categoria.

Comecei com “O movimento romântico” após muitas recomendações de um querido amigo, que durante um ano inteiro insistiu para que eu lesse o livro. Quando finalmente li, minha cabeça explodiu. Depois li “Os prazeres e desprazeres do trabalho”, “Como Proust pode mudar sua vida”, “A arte de viajar”, “Desejo de status”, “As consolações da filosofia” e agora estou lendo “Religião para ateus”.

Não sei se os filósofos “acadêmicos” nutrem algum desprezo por Alain pelo fato de ele trazer a filosofia de forma palatável para os leigos mas, se o fazem, são idiotas. O objetivo da filosofia é e deve ser ajudar as pessoas a viverem de uma maneira mais inteligente, e isso Alain de Botton vem fazendo de maneira admirável.

Enfim, esse post era apenas para extravasar um pouquinho da minha admiração por esse filósofo, após mais uma sessão de leitura de “Religião para ateus” que me deixou tontinha. Certamente Alain aparecerá por aqui muitas vezes mais.

Deixo aqui um trecho que coloca um pensamento com o qual concordo integralmente, e que contraria esse clichê que “só se aprende errando”, que “temos que cometer nossos próprios erros”, yada yada yada. Ora, se alguém já sofreu e pensou sobre o assunto antes de mim, porque terei que cometer o mesmo erro? Francamente…

“No fim, o propósito de toda a educação é nos poupar tempo e erros. É um mecanismo pelo qual a sociedade – secular ou religiosa – procura inculcar em seus integrantes, em um período específico de tempo, o que custou aos seus mais brilhantes e determinados ancestrais séculos de esforços dolorosos e esporádicos em busca de respostas. […]

Entretanto, esse princípio, que parece ao mesmo tempo tão óbvio e inofensivo na ciência, tende a encontrar uma oposição extraordinária quando aplicado à sabedoria, a percepções relacionadas ao gerenciamento autoconsciente e moral da alma.” Alain de Botton, em “Religião para Ateus”, Editora Intrínseca

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A prática do ócio livre era o ideal de vários filósofos antigos. Onde nossas reflexões nos levarão?
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