Da necessidade de amar – parte 1

“A mulher é um ser profundamente afetivo. Nasceu para amar – seja a um homem, a um santo ou a um gato.” Berilo Neves, na Revista da Semana, início do século XX.

Li essa citação no livro “Matar para não morrer – A morte de Euclides da Cunha e a noite sem fim de Dilermando de Assis”, da escritora, historiadora e tudo-o-que-eu-queria-ser Mary Del Priore. Apesar de ter soado um pouco machista em um primeiro momento, entendi que o contexto em que tal frase foi dita era bem diferente daquele que vivemos agora. Penso que se o Sr Berilo Neves vivesse hoje, incluiria outro item na lista: o trabalho.

Essa necessidade de amar alguma coisa é muito latente em nós. Mas o que fazer quando não encontramos um companheiro bacana, não somos religiosas nem gostamos de animais? Trabalhamos.

“Ora”, alguém poderá dizer, “você pode viajar, ler, pintar, enfim, várias coisas além de trabalhar”. Mas ninguém viaja, nem pode dedicar-se ao ócio, o tempo inteiro. Precisamos amar alguma coisa que faça parte de nossa vida permanentemente! E o que é mais presente do que o trabalho?

Essa citação passará dias dando voltas na minha mente. Felizmente amo o meu trabalho, e ele não deixará a inquietação me consumir…

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Sobre ociolivre

A prática do ócio livre era o ideal de vários filósofos antigos. Onde nossas reflexões nos levarão?
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