Da queda da poesia (ou do ofício do poeta)

Lendo a imperdível biografia de Victor Hugo, um dos meus escritores preferidos, escrita pelo Max Gallo, fiquei pensando sobre os motivos que poderiam ter levado à redução da importância da poesia para a sociedade. O mesmo se aplica à filosofia.

Victor Hugo, e muitos outros à época, viam a realização através da poesia como a glória, e o poeta, como um ser superior, imortal. Muitos dos nomes que chegaram a nós através dos séculos eram, de fato, poetas, além dos filósofos, cientistas e governantes.

E hoje? Onde está a poesia? Não consigo lembrar de nenhum poeta com relevância e destaque atualmente. Terão os poetas sido substituídos pelos compositores/letristas de música? Ou será que a poesia simplesmente não faz mais sentido no mundo acelerado em que vivemos? Em que sentimos que se não estamos fazendo algo que “dê dinheiro” ou que seja ligado ao culto ao corpo estamos “perdendo tempo”?

Não sei. Mas se Victor Hugo nascesse hoje e ainda quisesse a glória, não seria na poesia que a iria encontrar.

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A prática do ócio livre era o ideal de vários filósofos antigos. Onde nossas reflexões nos levarão?
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