Do Barão de Mauá x Eike Batista

Tenho uma teoria, confesso que bastante esdrúxula, de que os tipos de pessoas que existem no mundo são finitos. Seria como se houvesse uma quantidade limitada de formas em que somos feitos; assim, forçosamente pessoas muito parecidas apareceriam em tempos diferentes, lugares diferentes, enfim.

Aplico isso à minha própria vida, e não costuma dar muito errado. Depois de uma certa idade, em que já conhecia uma quantidade razoável de pessoas, passei a associar as novas pessoas às antigas, com raras exceções. E não é um processo mental consciente; acontece, simplesmente. Começo a conviver com alguém e uma voz no fundo sopra o nome de algum conhecido antigo. Isso me faz criar uma intimidade espantosa com gente que conheço há pouco, mas também me faz isolar pessoas que não me fizeram nada de mal. Ainda.

Bom, estava lendo o excelente “D. Pedro II”, da série “Perfis Brasileiros”, de José Murilo de Carvalho, quando vi uma referência a algum político do Império se referindo ao Barão de Mauá como “aquele patife”. E a voz soprou “Eike Batista”.

Será que Mauá e Eike foram feitos na mesma forma? Se sim, é melhor o Thor começar a estudar…

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A prática do ócio livre era o ideal de vários filósofos antigos. Onde nossas reflexões nos levarão?
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