De Manuela, a “Noiva de Garibaldi” – parte 2

Já contei aqui um dos aspectos que me emocionam na história de Manuela Ferreira, a “noiva de Garibaldi”. Entendo que ela tenha preferido ficar sozinha, ao saber que não poderia tê-lo. Mas outro aspecto me dói ao pensar na história de Manuela: saber que o perdeu para uma mulher “melhor”.

Quando sofremos uma derrota, é ótimo poder ver que a outra é uma baranga, ou é burra, ou é vagabunda. Podemos pensar que o “problema” não está em nós, mas na capacidade de julgamento do outro.

Mas e quando reconhecemos que a outra é melhor que nós? Em beleza, em valor, em inteligência. Ou simplesmente em adequação. Quando vemos que estar com a outra é mais conveniente, que a relação tem igualdade e é construída sobre bases firmes?

Foi o que aconteceu com Manuela, que era uma moça fina, bem educada, sensível. Completamente inadequada para um homem com a vida e o destino de Garibaldi. Anita era muito mais adequada, era uma igual. Guerreira, um espírito livre, que o acompanhou em suas viagens e batalhas, e que ainda soube ser uma mulher para ele. Perfeição.

Pobre Manuela. Deve ter doído.

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A prática do ócio livre era o ideal de vários filósofos antigos. Onde nossas reflexões nos levarão?
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