Do que desejamos x com o que estamos acostumados

E aí que mais uma vez estou apaixonadinha por um cara fora dos padrões. Nesse caso não sei ainda se religião será um problema, mas outras coisas o são. O sujeito é o que se chama de um cara “estranho”: ninguém nunca o viu com mulher nenhuma, não sai muito, trabalha 12 horas por dia, é extremamente responsável e é um cara muito inteligente, ponderado e conciliador. Depois de algumas conversas e um certo stalking, como é meu costume, vi que é um cara com uma sensibilidade muito acima da média, que gosta de ler, ver filmes, que ama a justiça, que chora, enfim. A propósito, ele é pisciano.

Tenho um amigo pisciano que também é extremamente sensível, a ponto de eu ter pensado, quando o conheci, que ele era gay, e contei a ele essa história, e disse que não saberia lidar com tanta sensibilidade. Ele perguntou o porquê, e respondi que nós, mulheres, estamos mais acostumadas a lidar com homens mais duros, mais fortes, mais protetores. Ele disse que sensibilidade não tem nada a ver com incapacidade de proteger, com o que tive que concordar, ao lembrar um fato recente envolvendo o sujeito e eu, onde ele me protegeu de uma maneira muito forte e decidida.

E sobre o “homem-padrão”, ele fez a seguinte pergunta: “Vocês estão acostumadas. Mas é isso que vocês desejam?”

Não sei.

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Sobre ociolivre

A prática do ócio livre era o ideal de vários filósofos antigos. Onde nossas reflexões nos levarão?
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