Da Necessidade de Novos “Cautionary Tales”

Penso que a adolescência deve ter sido difícil desde o princípio dos tempos, mas me parece também que, hoje, os adolescentes têm bem menos limites do que em qualquer outro momento. Não há freios, muito pouco é proibido. Em parte pelo sentimento de culpa que os pais não conseguem evitar, já que na maioria dos lares pai e mãe trabalham fora, passam pouco tempo com os filhos e, no final do dia, não tem forças (físicas e emocionais) de impor um pouco de disciplina, que seria muito necessária para o crescimento saudável da prole.

Em parte também pela falta de religião, como já escrevi aqui. Não adianta: as pessoas precisam ter medo de algo maior.

E, na linha da “ausência de medo”, penso que precisamos com urgência de novos “cautionary tales”! Não encontro uma tradução adequada para nosso idioma; “contos de fada” não serve, porque esses já são a versão “suavizada” das histórias originais… me refiro aos contos originais, em que aqueles que desobedeciam a regra imposta no início da história invariavelmente se fodiam no final.

Estou pensando seriamente em, agora que estou em férias do mestrado (agora “só” fico no emprego, hehehe, chega de tripla jornada – casa, trabalho e mestrado), escrever cautionary tales da vida moderna. Será que dá?

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A prática do ócio livre era o ideal de vários filósofos antigos. Onde nossas reflexões nos levarão?
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